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Artigos sobre a artrite reumatóide

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Medicamentos de “Primeira linha” para a artrite reumatóide

Acetilsalicilato (aspirina), naproxeno (Naprosyn), ibuprofeno (Brufen e Faspic), e o etodolac (Etodolac Abdil) são exemplos de fármacos anti-inflamatórios não-esteroides (AINEs). Os AINEs são medicamentos que podem reduzir a inflamação, dor e inchaço do tecido. Os AINEs não são cortisona. A aspirina, em doses maiores do que os utilizados para o tratamento das dores de cabeça e febre, é um medicamento anti- inflamatório eficaz para a artrite reumatóide. A aspirina tem sido usada para problemas comuns desde a antiga era egípcia. Os AINEs mais recentes são tão eficazes como a aspirina na redução da inflamação e da dor e requerem menos doses por dia. A resposta dos pacientes a diferentes medicamentos AINE varia. Portanto, não é incomum um médico tentar vários AINE, a fim de identificar o agente mais eficaz com menos efeitos colaterais. Os efeitos colaterais mais comuns da aspirina e doutros anti-inflamatórios não-esteroides incluem, dores de estômago, dores abdominais, úlceras e até mesmo hemorragias gastrointestinais. De forma a reduzir os efeitos secundários gastrintestinais, os AINEs são normalmente tomados com alimentos. São recomendados frequentemente medicamentos adicionais para proteger o estômago contra os efeitos das úlceras dos AINEs. Estes medicamentos incluem antiácidos, sucralfato (Cinebil), inibidores de bomba de protões (Alexin e outros), e misoprostol (Cytotec). AINEs mais recentes incluem inibidores seletivos de Cox-2, como o celecoxib (Celebrex), que oferecem efeitos anti-inflamatórios com menor risco de irritação do estômago e de hemorragias.

Os medicamentos corticosteroides podem ser administrados por via oral ou injetados diretamente nos tecidos e articulações. São mais potentes do que os AINEs na redução da inflamação e na restauração da mobilidade e do funcionamento da articulação. Os corticosteroides são úteis por períodos curtos durante crises severas de atividade da doença ou quando a doença não está a responder bem aos AINEs. No entanto, os corticosteroides podem ter efeitos secundários graves, especialmente quando administrados em doses elevadas por longos períodos de tempo. Estes efeitos secundários incluem aumento de peso, inchaço facial, adelgaçamento da pele e dos ossos, facilidade em ficar com hematomas, cataratas, risco de infeção, perda de massa muscular, e destruição de articulações grandes, tais como as das ancas. Os corticosteroides também aumentam o risco de contrair infeções. Estes efeitos secundários podem ser parcialmente evitados ao diminuir gradualmente as doses de corticosteroides, conforme os sintomas da pessoa vão melhorando. A descontinuação abrupta de corticosteroides pode levar a erupções da doença ou outros sintomas da remoção dos corticoides e o mesmo é desencorajado. O enfraquecimento dos ossos devido à osteoporose pode ser prevenido com suplementos de cálcio e vitamina D.

Medicamentos “de segunda linha” ou “de ação lenta” contra a artrite reumatóide (drogas antirreumáticas modificadoras da doença ou DARMDs)

Embora os medicamentos de “primeira linha” (AINEs e corticosteroides) possam aliviar a inflamação e dor das articulações, eles não impedem necessariamente a destruição ou deformação das articulações. A artrite reumatóide requer outra medicação para além dos AINEs e medicamentos corticosteroides para parar as lesões progressivas da cartilagem, ossos e tecidos moles adjacentes. Os medicamentos necessários para a gestão ideal da doença também são denominados como drogas antirreumáticas modificadoras de doença ou DARMDs. Eles existem numa variedade de formas e estão listados abaixo. Estes medicamentos “de segunda linha”, ou “de ação lenta” podem levar semanas ou meses para serem eficazes. Eles são utilizados durante longos períodos de tempo, até mesmo anos, em doses variadas. Na sua eficácia máxima, os DARMDs podem promover a remissão, retardando, deste modo, a progressão da destruição e deformação articular. Às vezes, um número de medicamentos de segunda linha DARMDs são usados ​​em conjunto, como terapêutica combinada. Tal como acontece com os medicamentos de primeira linha, o médico pode precisar experimentar diferentes medicamentos de segunda linha, antes do tratamento ideal.

Pesquisas recentes sugerem que os pacientes que têm uma resposta a DARMD em que doença reumatóide fica controlada podem ter menor risco (pequeno, mas real) de ter linfoma (cancro dos gânglios linfáticos) que existe simplesmente por terem artrite reumatóide. Os vários DARMDs disponíveis são analisados ​​a seguir.

A hidroxicloroquina (Plaquinol) está relacionada com a quinina e também é utilizada no tratamento da malária. É usada por longos períodos para o tratamento da artrite reumatóide. Os efeitos colaterais incluem dores de estômago, erupções na pele, fraqueza muscular e alterações na visão. Apesar de alterações na visão serem raras, as pessoas que tomam Plaquinol devem ser monitorizadas por um médico dos olhos (oftalmologista).

A Sulfassalazina (Azulfidine) é um medicamento oral, tradicionalmente utilizado no tratamento de doenças inflamatórias intestinais ligeiras a moderadas, tais como a colite ulcerativa e a colite de Crohn. O Azulfidine é utilizado para tratar a artrite reumatóide em combinação com medicamentos anti-inflamatórios. O Azulfidine é geralmente bem tolerada. Efeitos colaterais comuns incluem erupções cutâneas e perturbações gástricas. Porque o Azulfidine é feito de compostos sulfonamidas e salicilatos, deve ser evitado por pessoas com alergias a sulfonamidas conhecidas.

O metotrexato ganhou popularidade entre os médicos como um medicamento de segunda linha inicial devido à sua eficácia e aos efeitos colaterais relativamente raros. Também tem uma vantagem de flexibilidade de dose (as dosagens podem ser ajustados de acordo com as necessidades). O metotrexato é um medicamento imunossupressor. Pode afetar a medula óssea e o fígado, causando cirrose raramente. Todas as pessoas que tomam metotrexato necessitam de exames ao sangue regulares para monitorizar a contagem sanguínea e função hepática.

Os sais de ouro têm sido utilizados para tratar a artrite reumatóide durante a maior parte do século passado. A aurotioglucose (Solganal) e aurotiomalato (Myochrysine) são dadas por injeção, inicialmente em uma base semanal, durante meses ou anos. O ouro Oral, auranofina (Ridaura), foi introduzido na década de 1980. Os efeitos colaterais do ouro (oral e injetável) incluem erupções cutâneas, feridas na boca, danos nos rins com a presença de proteína na urina, os danos da medula óssea com anemia e baixo número de células brancas. Aqueles que recebem tratamento de ouro são regularmente monitorizados com exames de sangue e urina. O ouro oral pode causar diarreia. Estes medicamentos de ouro perderam apoiantes devido à disponibilidade de tratamentos mais eficazes, mais particularmente o metotrexato.

D-penicilamina (Depen, Cuprimine) pode ser útil em casos específicos de formas progressivas da artrite reumatóide. Os efeitos colaterais são semelhantes aos de ouro. Eles incluem febre, calafrios, feridas na boca, um gosto metálico na boca, erupções cutâneas, danos nos rins e medula óssea, dores de estômago, e facilidade em fazer hematomas. As pessoas que tomam este medicamento necessitam de testes de rotina sangue e urina. A D-penicilamina raramente pode causar sintomas de outras doenças autoimunes e não é mais usado normalmente para o tratamento da artrite reumatóide.

Os medicamentos imunossupressores são poderosos medicamentos que suprimem o sistema imunológico do corpo. Um certo número de fármacos imunossupressores são usados ​​para tratar a artrite reumatóide. Eles incluem o metotrexato, conforme descrito acima, a azatioprina (Imuran), a ciclofosfamida (Endoxan), clorambucil (Leukeran), e ciclosporina (Genfar). Devido aos efeitos colaterais potencialmente graves, os medicamentos imunossupressores (exceto metotrexato) são geralmente reservados para aqueles que têm uma doença muito agressiva ou com complicações graves de inflamação reumatóide, tais como inflamação dos vasos sanguíneos (vasculite). A exceção é o metotrexato, ao qual não são associado frequentemente a efeitos secundários graves e pode ser cuidadosamente monitorizado com teste ao sangue. O metotrexato tornou-se um medicamento de segunda linha preferido, como um resultado disso.

Os medicamentos imunossupressores podem deprimir a função da medula óssea e causar anemia, um baixo número de células brancas e de plaquetas. Um baixo número de glóbulos brancos pode aumentar o risco de infeções, enquanto que um baixo número de plaquetas pode aumentar o risco de hemorragia. O metotrexato raramente leva à cirrose do fígado, tal como descrito acima, e a reações alérgicas no pulmão. A ciclosporina pode causar danos renais e pressão sanguínea elevada. Devido aos efeitos secundários potencialmente graves, os medicamentos imunossupressores são utilizados em doses baixas, geralmente em combinação com agentes anti-inflamatórios.